Produção em regime de partilha aumenta com entrada do Campo de Búzios

O início da produção dos volumes excedentes da cessão onerosa do Campo de Búzios levou ao crescimento na produção em regime de partilha em setembro, informou a Pré-sal Petróleo (PPSA). A produção média dos contratos de Mero, Búzios, Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste chegou a 431 mil barris de petróleo dia (bpd). A União passa a contar com 5,9 mil barris diários de...

Produção em regime de partilha aumenta com entrada do Campo de Búzios

O início da produção dos volumes excedentes da cessão onerosa do Campo de Búzios levou ao crescimento na produção em regime de partilha em setembro, informou a Pré-sal Petróleo (PPSA). A produção média dos contratos de Mero, Búzios, Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste chegou a 431 mil barris de petróleo dia (bpd). A União passa a contar com 5,9 mil barris diários de produção de óleo naquela área. Segundo a PPSA, desde novembro de 2017, quando começou a série histórica da partilha, o pico de produção média diária de petróleo havia sido de 65 mil bpd, volume agora superado em 563%.


A maior parte do volume de setembro se refere a Búzios. Do total, 418 mil bpd são deste campo, 8 mil bpd de Entorno de Sapinhoá e 5 mil bpd de Tartaruga Verde Sudoeste. A Área de Desenvolvimento de Mero não produziu em setembro, por causa do encerramento do primeiro Sistema de Produção Antecipada 1 (SPA-1) e da mudança de locação da unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSO, em inglês, floating production storage and offloading) Pioneiro de Libra para iniciar o SPA-2 durante o quarto trimestre de 2021.


Ainda conforme a PPSA, o Campo de Búzios conta com quatro navios-plataforma em produção (P-74, P-75, P-76 e P-77), 18 poços produtores em operação e é regido por um acordo de coparticipação, que definiu um percentual da produção de 26,1205% para o contrato de cessão onerosa e de 73,8795% para o contrato de partilha de produção.

A Petrobras é a operadora da produção na partilha, junto com as sócias CNODC Brasil (5%) e a CNOOC Petroleum (10%). À produção de 5,9 mil bpd por dia referente ao Campo de Búzios, a que a União passou a ter direito em setembro, soma-se o montante 5,4 mil bpd referente ao contrato do Entorno de Sapinhoá, totalizando 11,3 mil bpd para a União.


Também com a entrada de Búzios, a produção acumulada em regime de partilha de produção alcançou 71,2 milhões de barris de petróleo, o que significa 22,5% a mais do que o valor acumulado em agosto de 2021. “A parcela acumulada do excedente em óleo da União passou a 10,5 milhões de barris de petróleo”, completou a empresa.

Gás natural

A produção de gás natural em regime de partilha de produção também teve impacto em setembro. No total, teve média diária de 875 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) nos três contratos com aproveitamento comercial do gás natural. Desse valor, 706,8 mil m³/dia foi em Búzios, 130,6 mil m³/dia em Entorno de Sapinhoá e 37,9 mil m³/dia em Tartaruga Verde Sudoeste. Se comparado ao mês anterior, o volume de gás disponível cresceu 400%.


A média diária do total do excedente em gás natural ficou em 101 mil m³/dia. Nela, 10 mil m³/dia é resultado da produção de Búzios e 91 mil m³/dia estão ligados ao Entorno de Sapinhoá.


A PPSA informou que, desde 2017, a produção acumulada é de 290 milhões de m³ de gás natural com aproveitamento comercial. No mesmo período, a produção acumulada da União em gás natural é de 90,7 milhões de m³.