Líder caminhoneiro diz que greve está mantida e que não basta zerar tributo do diesel

 



Apesar dos apelos do presidente Jair Bolsonaro, a paralisação dos caminhoneiros autônomos a partir desta segunda-feira (1º) será mantida, afirmou o presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, acrescentando que a duração do movimento é "indeterminada" e que 22 estados participam do conselho.


Um dos líderes da paralisação de 2018, Dias afirma que a redução ou zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel, cogitada pelo governo, não seria suficiente para terminar com a greve, porque o principal problema é a política de paridade ao preço internacional adotada pela Petrobras.


Caminhoneiros e pessoas próximas do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disseram à no fim de 2020 que a CNTRC – que é relativamente nova – não tem representatividade. Porém, outras entidades de caminhoneiros apoiam a paralisação, entre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De todo modo, a greve está longe de ser uma unanimidade na categoria. Outras organizações de caminhoneiros mantêm diálogo com o governo e descartam participar da paralisação. A principal delas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que debate com o Ministério da Infraestrutura uma agenda de reivindicações que tem 19 itens.


Na quinta-feira, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), representante das empresas transportadoras, negou apoio à greve dos caminhoneiros e diz que garantirá o abastecimento no país.




Fonte: GazetadoPovo

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