Marcos Andrade

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Fiéis católicos desembarcam hoje em Guarabira para a Festa de Cristo Rei

  Neste domingo (24), a cidade de Guarabira sedia uma das mais importantes festas da tradição católica: a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Na oportunidade, caravanas de pelo menos 25 cidades desembarcam em Guarabira. A acolhida acontece na Igreja Santo Antonio, no Bairro Novo, às 14h. Em seguida, uma procissão partirá rumo a Catedral Nossa Senhora da Luz, no centro da cidade. O bispo diocesano de Guarabira, Dom Aldemiro Sena dos Santos, presidirá a Santa Missa, às 16h.
Quem não puder comparecer terá a opção de ouvir em casa pelas Rádios Guarabira FM, Constelação FM e Integração FM, que transmitirão simultaneamente a festa a partir das 16h.
O ciclo do Ano Litúrgico 2019 é encerrado neste dia abrindo-se o novo calendário celebrativo com o Tempo do Advento – preparação para o Natal de Jesus. Hoje, excepcionalmente, a Diocese de Guarabira encerra o Ano Missionário e, igualmente, celebra o Dia do Leigo.

Por que a Festa de Cristo Rei?

A solenidade deste último domingo do ano litúrgico da Igreja nos coloca frente à realeza do Rei Jesus. Criada em 1925, pelo Papa Pio XI, essa festa litúrgica pode parecer pretensiosa e triunfalista. Afinal, de que essa realeza se trata?
Para superar a ambiguidade que permanece, precisamos ir além da visão do Apocalipse, cujo hino na segunda leitura canta que “Jesus é o soberano de todos os reis da terra”. Ora, reis e rainhas não servem de modelo para a representação gloriosa de Jesus. Mesmo que seja para colocá-Lo acima de todos os soberanos. Riquezas, palácios, criadagem e exércitos não são elementos que sirvam para exaltar a entrega de Jesus por nós. Jesus está na outra margem, Ele é a antítese da realeza da riqueza e do poder. Não é por acaso que os evangelhos da liturgia de hoje, nos ciclos litúrgicos A, B, e C da Igreja, sempre nos colocam no contexto da Paixão de Jesus para contemplar Sua realeza.

Quando Jesus foi rei?

Jesus foi Rei, durante Sua vida, em apenas dois momentos: ao entrar em Jerusalém, como um Rei pobre, montado em um jumento emprestado, e ser humilhado na Paixão, revestido com manto de ”púrpura-gozação e capacete de espinhos”; e, Rei, ao morrer despido, com o peito transpassado na cruz. Rei da paz e Rei do amor sem limite até a morte. A realeza de Jesus é a realeza do Amor Ágape de Deus por toda a humanidade e por toda a criação.
Essa festa é a ocasião propícia para podermos reconhecer, mais uma vez, que, na cruz de Jesus, o ”poder dominador”, o ”poder opressor”, criador de desigualdades e exclusões, espalhador de sofrimento por todos os lados, está definitivamente derrotado. Isso se deu pelo seu modo de viver para Deus e para os outros. O fracasso na cruz é a vitória de Jesus sobre o mal, o pecado e a morte, por meio de Sua Ressurreição.

Deus é o criador

Essa festa se torna, então, reveladora de um tríplice fundamento para a nossa esperança de que as promessas de Deus serão cumpridas até o fim.
O surgimento da matéria e sua evolução, desde o big-bang ─ quando toda a energia do Universo se concentrava em um único ponto menor do que o átomo ─ são o primeiro fundamento de nossa esperança.
Deus é criador respeitando as leis daquilo que criou. Nós nos damos conta de que a soberania d’Ele vem se cumprindo num Universo em expansão, uma vez que a evolução da matéria atingiu seu ponto ômega ao dar à luz  a Jesus de Nazaré, por meio de Maria, porque, n’Ele está a Humanidade humanizada para todos os homens e mulheres, de todas as gerações.
O segundo fundamento é a pessoa de Jesus de Nazaré. O sonho de uma humanidade humanizada ─ tornada aquilo que ela é ─ vem expresso na primeira leitura do livro de Daniel, na figura de um Filho de Homem ─ figura antitética dos filhos de besta, filhos da truculência, dos povos pagãos que oprimiram Israel com seus exércitos. O sonho tornou-se realidade em Jesus Cristo. Ele nos humaniza com a Sua divindade: nunca Deus esteve tão perto de nós, sendo um de nós e sem privilégios; mas também sem crimes nem pecados (cf. epístola aos Hebreus). Jesus nos diviniza com a sua humanidade, tão humano que é, que só pode vir de Deus e ser d’Ele mesmo.
ManchetePB

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