Marcos Andrade

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Policial militar de Guarabira é acusado de agredir criança de 10 anos e furar bola do menor

Um policial militar lotado no 4º BPM, residente em Guarabira, está sendo acusado de agredir uma criança de 10 anos. O caso foi levado a conhecimento público na manhã desta terça-feira (26) pelo repórter Zé Roberto, da Rádio Constelação FM.
De acordo com a reportagem, o caso ocorreu na sexta-feira da semana passada, dia 22, no bairro São José. A mãe do garoto contou que o filho foi brincar de bola com os amigos por volta das 18:45 e pouco tempo depois voltou aos prantos. A senhora contou que a irmã do garoto, que é estudante de psicologia, conversou com o irmão para tentar acalmá-lo. Na conversa ele disse que “foi Wellington”, que na PM o nome de guerra é Umbelino.
A mãe contou que um ex-vizinho, que tem uma casa alugada na rua, chegou em sua residência dizendo que havia furado a bola que o menino estava brincado porque estava acertando o portão de sua casa. Eles tiveram uma discussão e o caso foi encaminhado ao comando do 4º BPM. Segunda a reportagem, o garoto contou que sofreu uma chave de braço e uma “gravata”, depois a bola foi furada. O PM nega a agressão e admite ter furado a bola.
“Desde sexta-feira que aqui ninguém come direito, ninguém dorme direito, é preocupado. Lucas não quis ir para a escola hoje porque o pai levou e foi buscar. Ele participa de um projeto com Rui (esporte) e só foi porque a minha sobrinha foi para ir com ele. Eu fico indignado com tudo isso que está acontecendo. A gente vê tantos casos na TV e o que vai garantir a segurança do meu filho? Sou professora em Araçagi, e como vou trabalhar todos os dias deixando meu filho em Guarabira? Minha vó, de 82 anos, fica dizendo que quer sair daqui. Como eu vou deixar a minha casa por casa de uma pessoa?”, questionou a senhora.
Ouvido pela reportagem, o comandante do 4º BPM, coronel Gilberto Felipe, disse que recebeu a denúncia, encaminhou a reclamante à Corregedoria da PM e vai instaurar um procedimento administrativo para apurar o caso.
“Realmente chegou ao nosso conhecimento e nós estamos instaurando um procedimento administrativo, exatamente para apurar a responsabilidade. Ao término desse procedimento vai sim chegar a adoção de medida que pode ser administrativa ou pode ser remetido para a promotoria (em caso de crime comum) ou para a Justiça Militar (em caso de crime militar). Ele veio ao Batalhão e eu a encaminhei à Corregedoria, ela foi ouvida junto com o esposo como parte da apuração”, contou o comandante.
Portal 25 Horas

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