Marcos Andrade

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CORRUPÇÃO NO GOVERNO RC: Ex-vereador do PSB revela ‘modus operandi’ e favorecimento de membros do judiciário

Ex-vereador pelo PSB e à época braço direito de Coriolano Coutinho, o famigerado “Cori”, Renato Martins fazia parte do núcleo duro do partido e conhece bem as maracutaias dos girassóis.
Em seu blog, Renato faz uma cronologia interessante, e que deve ser analisada pelos órgãos de investigação. Além de revelar o modus operandi do governo, Renato Martins levanta suspeita sobre membros do poder judiciário. Fato que reforça a federalização de todas as investigações envolvendo os governos de Ricardo Coutinho.
Confira:
Dois áudios entre secretários do governo estadual de alta cúpula (Waldson Sousa E Gilberto Carneiro), junto com um empresário disposto a vencer uma “licitação” e obter contrato de manutenção de equipamentos hospitalares, de conteúdo altamente danoso ao erário publico, é a revelação da vez, entre tantas surgidas na velocidade espantosa de ao menos; uma verdade triste com nosso dinheiro por turno.
Mas vos digo que nada há de novo no ar, quer tanto para as autoridades, como para os gestores do estado referente a este episódio. As gravações revelam um Modus Operandi habitual? Isso pode estar acontecendo na forma de rotina na gestão pública estadual? Perguntas legítimas de todo cidadão-eleitor, contribuinte, honesto e usuário dos precários serviços públicos. Perguntas que em vez de bravatas oficiais e, silêncio de parte da mídia paga com nossos recursos, merecem ser apreciadas com acuidade, apuro e zelo… Acompanhem-me em um roteiro lógico, com a bússola da dedução, de forma a cada um ter mais elementos para formular sua própria hipótese ou sua própria resposta definitiva:
1- A premissa número 1 é que o Procurador do estado, Gilberto Carneiro, alega que a conversa, para ele inofensiva, para mim imoral, aconteceu em meados de 2012. Observem a data então.
1.1- Lembro que antes deste período, temos ao menos três bons motivos para pensar sobre um Modus Operandi:
I- Comecemos pela acusação da PF, que em inquérito concluso em 2012, fala inequivocamente de culpa, em armação licitatória no caso do JAMPA DIGITAL de 2010, e seus tenebrosos desdobramentos ainda aguardando justiça, ao menos julgamento no STF;
II- Outro acontecimento foi o processo de compra que gerou o caso DESK, empresa citada em inúmeras denúncias de arrumadinhos no país. Por coincidência, de 2008 para cá, neste meio tempo, além de outras aquisições deste tipo pelo estado, temos um evento no qual o Juiz Aluísio Bezerra deu ganho de causa a uma queixa de Gilberto, favorecendo o acusado neste caso, o que depois, os desembargadores do TJ viriam a anular a decisão, numa situação que merece agora, ante as novidades postas no áudio, ampla lupa da parte das corregedorias do poder judiciário;
III- Por último, neste aspecto, falo do rumoroso caso do PROPINODUTO, no qual o próprio MP tem inquérito analisando o porquê da Segurança Pública não ter investigado secretários do governo, possivelmente envolvidos com um carro apreendido com 81 mil reais, divididos em papel com orientações e inicias de nomes de secretários do estado, e mais, no pacote apreendido nessa blitz, continham documentos de um contrato por ser assinado com um possível fornecedor de consultoria ligado a pasta dos evolvidos. Há algo em comum em tudo isso? No meio dos suspeitos temos a ilustre Livania Farias e o próprio Gilberto. O ocorrido foi em 2011. A denúncia veio à tona em 2014, anos após, em 2017, o MP abre Inquérito Civil Público, para “entender” como as delegacias não avançaram na questão, como mostra o jornal da Paraíba. Este caso, inclusive, é objeto de minha dissertação de mestrado em Gestão Pública, mas sob outra ótica.

Da redação com .politika.com


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