Marcos Andrade

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Falta de dinheiro volta a ameaçar sistema de trens da Grande JP

O corte de aproximadamente 47% no orçamento de 2018 da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) pode fazer com que os trens parem de circular na Capital. Segundo o superintendente de João Pessoa, Paulo Roberto, a companhia aguarda a votação de um projeto de lei, previsto para o fim do mês, que vai revisar a verba e decidir o futuro dos 170 mil passageiros que, mensalmente, usam trem na Grande João Pessoa. O problema orçamentário não é recente.
A assessoria nacional da CBTU confirmou que houve o corte e informou que está tentando reverter este problema junto ao Ministério das Cidades para que não haja interrupções no serviço na Grande João Pessoa.
Ao Portal Correio, o Ministério das Cidades informou que tem realizado ações junto ao Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento para recompor o orçamento destinado à operação do sistema, como aconteceu em 2017, que não houve a necessidade de nenhum ajuste nos serviços prestados ou qualquer interrupção.
“Face à necessidade de assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário, estão sendo realizadas tratativas com o Ministério do Planejamento para ampliar o orçamento da ação para cerca de R$ 200 milhões, patamar próximo ao executado em 2017”, disse em nota.
O superintendente da CBTU de João Pessoa ainda confirmou que os trens, até o momento, estão funcionando normalmente, sem nenhuma redução de horário ou supressão de viagens, “principalmente por se tratar de um serviço de transporte que atende à Grande João Pessoa, contemplando os municípios de Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo”.
O caso
Além de João Pessoa, Recife, Belo Horizonte, Maceió e Natal, as cinco capitais brasileiras operadas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), podem parar de funcionar até o fim do mês de abril se o Orçamento de 2018 para o setor não for revisto. Foi o que disse, no último dia 4, o diretor-presidente da CBTU, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, José Marques de Lima, em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). Cerca de 600 mil pessoas seriam prejudicadas diariamente.
A declaração do diretor-presidente foi dada pouco mais de um mês após a CBTU afirmar, por meio de sua assessoria, que o Ministério do Planejamento já havia garantido que não iria faltar recursos para trens e metrôs. A liberação da verba, no entanto, ainda é aguardada.

Com informações portal correio



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