Marcos Andrade

Últimas Notícias
recent

Bia Kicis na luta pelo voto impresso para o Brasil, confira detalhes exclusivos

As advogadas Beatriz Kicis e Claudia Castro, Presidente e Vice Presidente do Instituto Resgata Brasil - IRgB, respectivamente, obtiveram uma grande vitória jurídica na última sexta-feira. Dedicadas à luta pelo voto impresso, tiveram seu pedido de ingresso na Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, deferido pelo Ministro Gilmar Mendes, Relator da ação.

Com isso, elas poderão oferecer memoriais e sustentar oralmente no dia do julgamento dessa importante ação para todos os eleitores brasileiros. Segundo Beatriz Kicis, a presença do IRgB na ação garantirá que o clamor da sociedade seja ouvido dentro da Corte Constitucional brasileira. “Antes do nosso ingresso, a única voz a ser ouvida seria da Raquel Dodge, empenhada em barrar o voto impresso, uma vez que a Procuradora-Geral, ao invés de fiscalizar o cumprimento da lei, como seria sua obrigação, resolveu dar guarida à resistência do TSE em cumprir a lei que existe desde 2015 e que impõe o voto impresso a partir das eleições de 2018”, declarou a Presidente do IRgB.

Ainda segundo as advogadas, os argumentos oferecidos pela PGR,  na ADI, demonstram o claro viés político da ação, uma vez que os argumentos jurídicos são frágeis e desprovidos de fundamentação. A PGR invoca o princípio do sigilo do voto como se ele fosse absoluto e o único princípio constitucional aplicável ao processo eleitoral, mas se esquece por completo de outro princípio, tão ou mais importante, que é o princípio da publicidade ou, como se costuma chamar, o princípio da transparência, fundamental para a apuração dos votos.

“Sim, é importante que o eleitor tenha garantido o sigilo de seu voto, mas o que a Procuradoria da República e o TSE estão fazendo é usar essa garantia do eleitor CONTRA ele, uma vez que o estão estendendo para alcançar a próxima fase do processo eleitoral, que é o escrutínio, ou seja,  a apuração dos votos”, declaram.

Esclarecem, também, que o eleitor, na visão do TSE e da PGR, terá que confiar cegamente nas urnas eletrônicas que farão a contagem dos votos, sem que seja possível qualquer fiscalização, e acreditar no sistema e na boa fé de ​todos​ os envolvidos, como quem acredita em um dogma religioso.  É como denuncia o professor Pedro Resende, da Unb, a urna eletrônica, no Brasil, virou a seita do santo Byte, o eleitor não tem sequer o direito  de desconfiar, pois logo é chamado de retrógrado e ignorante. Além disso, partidos políticos e candidatos perderam o direito de fiscalizar, porque a fiscalização é materialmente impossível, por mais que os burocratas do TSE queiram nos convencer do contrário.

O TSE apresenta cifras bilionárias para a implantação do voto impresso, quando já ficou provado que esse discurso é falacioso e que com o orçamento aprovado pelo Congresso, seria plenamente possível a implantação do voto impresso em 100% das urnas. Mas isso, por algum motivo certamente nada republicano, simplesmente não interessa às pessoas que estão encarregadas de implantar o voto impresso, como manda a lei, desde 2015. Como o cerco começou a apertar, diante da constante e incômoda presença de ativistas, de especialistas em segurança eletrônica, das sucessivas quebras das barreiras de segurança nos testes


promovidos pelo TSE, levaram agora a um novo ataque ao direito dos eleitores ao voto impresso. Ao invés de simplesmente continuar a descumprir a lei, agora se busca removê-la do ordenamento jurídico, com a sua declaração de inconstitucionalidade pelo STF.

Está muito claro para nós, afirma Beatriz Kicis, que tanto técnica quanto juridicamente,  as urnas eletrônicas são impróprias porque não garantem que o voto do eleitor chegará ao seu destino final, fiel à sua vontade. A urna eletrônica sem o voto impresso não serve à democracia eis que não respeita princípio que lhe é  fundamental, qual seja o da publicidade do ato administrativo que é a apuração do voto.

Beatriz Kicis pretende demonstrar, no STF, que nem é preciso se aventar a possibilidade da fraude porque essa urna eletrônica padece de um vício anterior à materialização da fraude e esse vício é o fato da apuração ser feita no segredo do equipamento e do resultado somente se tornar conhecido com o Boletim de Urna - BU.

Como muito bem exposto pelo advogado Felipe Gimenez na audiência pública no Senado, semana passada, é como se um candidato a síndico de um prédio recolhesse os votos e fosse contá-los em sua casa e depois apresentasse o resultado à Assembléia dizendo-se eleito. Nem em uma eleição  para síndico tal absurdo seria aceito. Pois é isso que, segundo Beatriz Kicis, querem nos impor.

O TSE investe uma fortuna em propaganda para convencer o eleitor de que as urnas eletrônicas são seguras e que o voto impresso é um retrocesso. Se utilizasse esse dinheiro ou até bem menos para cumprir a lei, tudo estaria resolvido. Mesmo sem acreditar na justificativa utilizada pelo TSE de que as impressoras custam caro, a Presidente do IRgB lembra que nenhum preço é alto demais quando se trata de garantir a lisura e a transparência das eleições, pois isso equivale a garantir a própria democracia.





Da redação 







Sem comentários:

Com tecnologia do Blogger.