Marcos Andrade

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Mãe de Bruno Ernesto visita TCE e pede julgamento do "Caso Jampa Digital"

Inês Moraes, mãe de Bruno Ernesto (Foto: Da Net)

Faz seis anos que o processo está no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba

A servidora Inês Moraes do Rego, mãe de Bruno Ernesto, surpreendeu o conselheiro André Carlo Pontes, presidente do Tribunal de Contas do Estado, quando compareceu à Corte, nesta quinta (dia 15), para cobrar explicações em relação a apreciação das contas do Jampa Digital: “Por que, seis anos depois e o TCE não julga as contas do Jampa Digital? Não é possível que, em seis anos, e o TCE não tenha tido tempo de julgar.”
Surpreendido com a cobrança de Inês, o presidente disse que iria se informar do andamento do processo, para poder tomar as providências. Inês: “Pois é bom mesmo, presidente, porque toda a sociedade está vendo como o TCE vem agindo nesse caso, sem dar uma explicação sobre esse caso, que chegou a ser escândalo nacional, e tendo a Polícia Federal identificado várias irregularidades.”
“Impressiona que, mesmo diante de tantos indícios, e do inquérito da Polícia Federal, que apontou, entre outras coisas, superfaturamento e desvio de recursos públicos, o Tribunal de Contas do Estado não consiga concluir a apreciação desse processo, para, sendo o caso, punir os responsáveis e ressarcir os cofres públicos do prejuízo”, afirmou Inês.
A mãe de Bruno Ernesto lembrou ainda que, segundo sindicância realizada pela Controladoria de João Pessoa, houve fraude, desvio de recursos e até formação de quadrilha para “lesar os cofres públicos”. E, por fim, observou que, segundo o Ministério Público Federal, empresas acusadas de desviar recursos do Jampa Digital teriam financiando a campanha do atual governador Ricardo Coutinho.
“Como cidadã, nós queremos uma resposta, afinal para que existe mesmo o Tribunal de Contas do Estado se não consegue apreciar sequer as contas de um programa desses, de um escândalo que todo o Brasil já sabe, que a Polícia Federal já identificou irregularidades? O que falta para o TCE concluir seu trabalho?” Indagou Inês. O conselheiro prometeu dar uma resposta nos próximos dias.
Inês suspeita de relação do escândalo do Jampa Digital com o assassinato de seu filho, Bruno Ernesto, em fevereiro de 2012.


Do Blog de Helder Moura

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