Marcos Andrade

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Reitor diz que confusão entre professora e PM foi ‘inabilidade na condução de fatos’

O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, comentou, em nota divulgada à imprensa, o polêmico caso de uma estudante – policial militar – que foi impedida de fazer uma prova do curso de Direito porque estava fardada e armada. A situação aconteceu no campus de Guarabira, na terça-feira (31), e gerou confusão.
Rangel Júnior disse que apuração do procurador-geral e do ouvidor da UEPB mostrou que “o problema aconteceu por inabilidade das partes envolvidas na condução do fato”. Para evitar novas situações de conflito, a instituição e a Polícia Militar concordaram em criar um convênio de cooperação. O objetivo é fazer com que “o aluno militar passe a conhecer melhor o âmbito da Universidade e suas normas, bem como os servidores da Instituição também tenham melhor compreensão sobre as regras que regem a conduta do profissional militar”.
Representantes da Ouvidoria e da Procuradoria-Geral da UEPB farão visitas a todos os campi para se reunir com os alunos policiais e ouvir seus relatos sobre as principais dificuldades que encontram para conciliar suas funções com a vida acadêmica, de modo que a Instituição entenda com precisão a realidade vivenciada por cada aluno policial e, assim, possam ser estabelecidos critérios que evitem contratempos e contribuam para o estabelecimento de um ambiente cada vez mais salutar.
“Por outro lado, esse trabalho também permitirá que os alunos policiais compreendam que, assim como a Polícia Militar possui normas a serem seguidas por seus servidores e respeitadas por todos os cidadãos, a Universidade também tem suas regras, que devem ser seguidas por todos aqueles que integram a comunidade acadêmica (professores, técnicos administrativos e estudantes), respeitando os procedimentos disponíveis para a solução de todo e qualquer conflito que surja em nível institucional, visando encerrá-los no âmbito da Instituição”, diz a nota assinada por Rangel Júnior.
Ainda conforme o comunicado, todos os depoimentos colhidos pelo procurador-geral e pelo ouvidor irão ajudar na análise do procedimento de sindicância aberto a partir da denúncia feita pela aluna, junto à coordenação do curso. A nota informa também que dois tenentes coronéis em atuação na Capital foram designados pelo Comando Geral da PM “para averiguar se houve excesso ou abuso de autoridade por parte da aluna e da guarnição de policiais acionada para as dependências da Universidade, de acordo com as normas regimentais da Polícia Militar”.
“A UEPB reconhece o relevante trabalho realizado pela Polícia Militar em todo o Estado, que vem combatendo incansavelmente a criminalidade e resultando na redução dos indicadores da violência na Paraíba. A Universidade Estadual da Paraíba e a Polícia Militar, inclusive, são instituições parceiras e sempre buscaram trabalhar em conjunto em prol do povo paraibano. Essa parceria não deve ser maculada por fatos isolados. As instituições não podem ser avaliadas pelos excessos ou inabilidades de um ou de outro de seus integrantes”, finaliza o texto.

 Da
redação  com portalcorreio

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