Marcos Andrade

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Empresário que filmou prefeito interino de Bayeux pedindo dinheiro depõe no MPPB

O empresário Ramon Acioli, ex-secretário da gestão de Berg Lima (Ex-Podemos) em Bayeux, que foi gravado em um vídeo polêmico ao lado do prefeito interino Luiz Antônio (PSDB), prestou depoimento nesta quarta-feira (25) na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa. Além de outros esclarecimentos, Ramon explicou a sua versão sobre uma gravação do circuito interno da sua empresa, que mostra o atual prefeito de Bayeux pedindo dinheiro para poder divulgar um vídeo que flagrava Berg Lima em um suposto ato de corrupção. No dia seguinte à gravação, Berg foi preso, por conta de um outro vídeo, que mostra o então prefeito supostamente pedindo propina a um outro empresário de Bayeux.


O empresário chegou acompanhado dos seus dois advogados, Renan Palmeira e Adriano Ercy, por volta das 14h ao MPPB para ser ouvido pelos procuradores Octávio Paulo Neto e Rafael Lima, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Tanto na entrada ao prédio quanto na saída, Ramon Acioli não quis dar entrevistas.

Já os advogados do empresário falaram sobre o depoimento, porém sem dar muitos esclarecimentos. De acordo com Renan Palmeira, a investigação do MPPB está em sigilo, por isso não era possível dar mais detalhes.

“O que foi perguntado já foi esclarecido. As provas que foram pedidas, a gente tem um prazo de cinco dias para ceder e é o que vamos fazer. A gravação foi pedida para que o Ministério Público possa fazer exames. Foi tudo esclarecido. Não existe nenhuma delação, nem o Ramon está se escondendo. Ele está à disposição de qualquer órgão para fazer os esclarecimentos. É bom explicar também que o nosso cliente não é réu em nenhum inquérito. Portanto não há defesa nenhuma aqui nesse momento”, explicou. 
Jornalista agredido
Durante o momento em que a imprensa aguardava o depoimento do empresário para coletar informações, o repórter Albemar Santos teve uma arma apontada para cabeça, por um suposto policial civil, ainda não identificado, na frente da sede do Gaeco.
O jornalista relatou que estava no estacionamento quando foi empurrado pelo agente que queria passar no mesmo local. Porém, como ele estava de costas, não reconheceu quem seria a pessoa. Em seguida, o agente voltou a empurrar o repórter, desta vez mais bruscamente, fazendo com que Albemar tombasse, quando, segundo ele, o policial disse: “Saia do meio que quero passar”, sendo revidado pelo comunicador: “Peça licença”.
Depois disso, Albemar afirmou que ambos discutiram e o policial sacou a arma e apontou para a cabeça dele. O repórter foi para debaixo de um carro, que estava estacionado no local, para sair da mira da arma.

Da redação com portalcorreio 




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